O que perguntar antes de contratar quem vai desenvolver seu sistema
Cinco perguntas que separam o fornecedor sério do improviso, e evitam que seu projeto vire uma dor de cabeça.
Quem contrata desenvolvimento pela primeira vez não tem como avaliar o técnico, e sabe disso. A boa notícia é que não precisa: as cinco perguntas abaixo separam fornecedor sério de improviso sem que você entenda uma linha de código.
1. De quem é o código quando acabar
A resposta certa é “seu”. Se houver hesitação, é porque não é. Peça no contrato, por escrito, e peça também o acesso ao repositório desde o primeiro dia, não na entrega. Um projeto do qual você só recebe o resultado é um projeto do qual você não pode sair.
2. Onde ele roda e quem paga essa conta
Servidor, domínio, banco e serviços têm um custo mensal que costuma aparecer depois. Pergunte quanto é, em quem está o cartão, e o que acontece com o sistema se a relação com o fornecedor terminar.
3. O que acontece quando quebrar
Não é se, é quando. Qual o prazo de resposta, quem atende, e por qual canal. Um fornecedor que responde “é só me chamar no WhatsApp” está sendo simpático, não está dando garantia.
4. Como você vai ver o progresso
A resposta ruim é “a gente te mostra quando estiver pronto”. Projeto que aparece só no fim aparece errado, porque nenhuma especificação sobrevive intacta ao primeiro contato com o uso. Peça para ver funcionando a cada duas semanas, mesmo incompleto.
5. Quem escreve o que o sistema deve fazer
Se a resposta é “você manda o que quer”, o risco é seu: você vai descobrir na entrega que o que pediu não era o que precisava. Um fornecedor que faz diagnóstico antes de orçar está assumindo parte desse risco, e isso aparece no preço porque é trabalho de verdade.
O sinal de alerta que vale por todos
Orçamento fechado, prazo curto e nenhuma pergunta sobre a sua operação. Ninguém consegue precificar o que não entendeu. Quem faz isso ou vai cobrar aditivo depois, ou vai entregar menos, e as duas terminam na mesma conversa difícil.